sexta-feira, 22 de novembro de 2013
"EU MUDEI, TODO MUNDO PODE MUDAR"
Marcelo Tonin Dias, 36 anos, prefere não falar sobre o crime que cometeu. Quer esquecer do passado. Em 2011, foi preso e ficou sete dias no Presídio Regional de Blumenau. Por decisão judicial, foi solto para cumprir a pena em medida alternativa. Quase diariamente, Dias prestou serviços gerais em uma escola. Logo no primeiro dia, foi recebido pelo diretor, que nunca lhe perguntou que crime havia cometido. Mesmo não gostando da atividade, cumpriu-a do início ao fim. Agora, ainda recebendo acompanhamento da Central de Penas, lembra da importância da medida para a mudança de vida:
– Trabalho com caminhão e viajo bastante. Minha mãe hoje consegue dormir tranquila sem pensar que estou fazendo coisa errada. Eu mudei, toda pessoa pode mudar. Tinha dia que não trabalhava na escola, mas ficava quatro horas conversando com o diretor, ganhando conselhos – contou.
Acompanhamento psicológico é fundamental, diz especialista
O acompanhamento recebido por Dias é fundamental para evitar a reincidência, segundo o psicólogo Antonio Gomes da Rosa. Para ele, a pessoa condenada precisa saber o significado do momento em que está vivendo. Para ele, a pena é um meio transitório, que se ficar apenas no ato da medida, não haverá reflexão:
– Ninguém vai a lugar algum sem antes passar por si mesmo. A pessoa tem que ter a possibilidade de fazer uma análise do papel dele na sociedade – refletiu o especialista.
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